Sexta-feira

Refinaria do RN corre risco, diz Sipetro

A refinaria Clara Camarão, em Guamaré, no Rio Grande do Norte, poderá deixar de ser considerada unidade de refino e perder investimentos importantes para ampliação da capacidade de processamento, previstos no Plano de Refino Nacional. Foi o que alertou o presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado (SEERN) e membro do Conselho Fiscal do Sindicato das Empresas do Setor de Petróleo, Gás e Combustíveis do RN (Sipetro/RN), Jean¬ Paul Prates, em nota publicada ontem e em entrevista à TRIBUNA DO NORTE.

Imagem mostra a refinaria potiguar em 2009, quando foi oficialmente inaugurada em Guamaré Segundo Prates, há possibilidade de mudança de diretoria a que a refinaria é vinculada ¬ de Refino e Gás Natural da Petrobras para a Diretoria de Exploração e Produção ¬ o que acarretaria eventuais prejuízos. A reportagem procurou a Petrobras para que comentasse o assunto, mas a estatal não disponibilizou porta-voz, nem confirmou ou negou as informações até o fechamento desta edição. Recentemente, a refinaria potiguar recebeu autorização para ampliação de sua capacidade de processamento para 45 mil barris por dia, o que viabilizaria o refino de aproximadamente 80% da produção no Rio Grande do Norte ¬ ultrapassando a capacidade de processamento da Refinaria de Manaus.

Segundo Prates, a definição da mudança de diretoria é prevista para o dia 1º de julho. “Estou colocando, por enquanto como possibilidade, porque ainda não foi decidido oficialmente, e nem vai ser, pois teriam decidido lá como fato consumado para evitar a mobilização política. A estratégia é fazer e dar o anúncio e acabou”, disse. “Não tem sentido ter uma refinaria debaixo da Exploração e Produção quando há uma diretoria de refino”, acrescenta.

Consequências

A mudança de diretoria pode implicar no não recebimento de investimentos no médio e longo prazo. “Essa é a principal discussão”, alerta Prates. Na prática, ela deixaria de ser refinaria, administrada por especialistas de refino e sairia do planejamento de investimentos futuros — como expansões, ampliações e aprimoramentos ¬ ao deixar de constar do Plano Estratégico de Refino Nacional, renovado anualmente, para cinco e dez anos à frente. E voltaria a ser uma unidade a mais da Exploração e Produção ¬ unidade de separação de óleo e água, ou estação de bombeio de petróleo. “Ela deixa de existir para eles [Petrobras], deixa de ser gerida por especialistas em refino e de fazer parte do Plano, ela passa a ficar “congelada” nos seus investimentos futuros e, provavelmente, vai regredir”, explica Prates.

“Perde a importância de um ativo de refino. É extremamente grave”, diz. Não há, no país, caso semelhante com outras unidades da Petrobras, denuncia o presidente do Sipetro. A refinaria tem recebido investimentos proporcionais e inteligentes, segundo ele, “sem denúncia de falcatrua e superfaturamento”. E mesmo de pequeno porte tem dada lucro à Petrobras, sendo considerada, durante os três primeiros anos de operação — 2009, 2010 e 2011 — a refinaria mais rentável. “Ela não foi objeto de nenhuma investigação, pelo menos de grande porte, e agora vai pagar o pato, como se fosse economizar muito dinheiro para demover uma unidade da posição de refinaria para uma posição que não sabemos nem o que vai ser”, afirma. Ou poderá ainda ser gradativamente desmobilizada, o que seria a “maior perda dos últimos 50 anos”. Ele lembra que isso compromete a perfuração terrestre futura.

 

Número de inadimplentes cresce mais no Nordeste

O número de consumidores com contas em atraso e com CPFs negativados se manteve estável no Brasil, na passagem de abril para maio. Em um ano, no entanto, houve aumento de 4,26% no país e de 6,75% no Nordeste – o maior avanço entre as regiões pesquisadas. Os dados estão em pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com o indicador, na passagem de abril para maio, cerca de 50 mil brasileiros foram inscritos nos cadastros de restrição ao crédito, totalizando cerca de 59,25 milhões de consumidores em todo o país com o CPF negativado.

Ainda que, em números absolutos, represente um aumento no número de consumidores, é considerado uma estabilização uma vez que, de março para abril, o crescimento tinha sido de 500 mil brasileiros, totalizando 59,20 milhões, de acordo com o SPC. Mesmo que o número de negativados não tenha crescido substancialmente em maio, quando comparado com meses anteriores, os dados significam que 39,91% da população brasileira com idade entre 18 e 95 anos estão inadimplentes e com o nome registrado em serviços de proteção ao crédito.

Entre os adultos de 30 a 39 anos, a proporção é ainda maior: mais da metade (50,32%) se encontram negativados, o que totaliza 17 milhões de consumidores enfrentando dificuldades para realizar compras a prazo, fazer empréstimos, financiamentos ou contrair crédito de modo geral. O indicador não considera os dados da região Sudeste, que estão suspensos devido à entrada em vigor da Lei Estadual 16.569/2015, conhecida como ‘Lei do AR’, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo.

Cenário

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a estabilização na quantidade de consumidores negativados reflete o atual cenário econômico com piora dos índices de renda, aumento das demissões, mas também o vislumbre de alguma melhora ainda em 2017. “A estabilização vista em maio é importante, mas ainda é cedo para podermos afirmar que tenha havido uma reversão da tendência de crescimento da inadimplência que temos visto no último ano”, afirma.

“Ao longo dos últimos meses, o movimento da inadimplência tem sido influenciado pela contínua piora do cenário econômico, que corrói a renda das famílias, e pela maior restrição ao crédito”, observa o presidente. Das quatro regiões analisadas pelo indicador, é no Nordeste onde o número de inadimplentes mais tem crescido, com alta de 6,75% em maio frente a igual mês do ano passado.

Em seguida aparecem as regiões Centro¬Oeste (2,69%), Norte (2,61%) e Sul (1,53%). Porém, com 5,38 milhões de nomes registrados nos cadastros de devedores, a região Norte apresenta o maior número de consumidores inadimplentes em termos proporcionais: 47,02% da população adulta. O Nordeste apresenta 41,59%. Fica em terceiro lugar, atrás do Centro-Oeste. As informações disponíveis referem-¬se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

 

Primeiras concessões devem ser anunciadas em 15 dias, diz Moreira Franco

O governo federal deve lançar em 15 dias o primeiro lote de concessões à iniciativa privada, dentro do novo modelo de parcerias. O anúncio foi feito hoje (16) pelo secretário-¬executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, Moreira Franco, em sua conta na rede social Twitter. Segundo ele, haverá uma reunião do conselho do PPI, que é presidido pelo presidente interino Michel Temer, para liberar as concessões.

"Há, pelo menos, 13 projetos adiantados em diversas áreas, em que o investimento privado vai ajudar o Brasil voltar a crescer", escreveu Moreira Franco. O programa de concessões, que será denominado Crescer, deve definir regras padronizadas para as concessões na área de infraestrutura, para que não haja atrasos nas licitações.

Segundo Moreira Franco, a expectativa com relação às parcerias é desobstruir os empecilhos na regulamentação, na questão da segurança jurídica e na definição clara do papel dos estruturadores. O governo também estuda alterações no modelo financeiro das concessões, com o incentivo à participação de bancos privados no financiamento de projetos de longo prazo.

 

VALOR ECONÔMICO

Ata dificulta ajuste de meta por Ilan

O último documento oficial da gestão monetária do ex-¬presidente do Banco Central Alexandre Tombini, divulgado ontem, prevê o cumprimento da meta de inflação, de 4,5%, em 2017, se os juros continuarem nos atuais 14,25% ao ano. Esse poderá ser um constrangimento caso o novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, decida adotar uma meta ajustada de inflação com intenção de cortar os juros mais cedo, abandonando o objetivo de 4,5% em 2017. É a primeira vez que a ata de uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aponta o cumprimento da meta desde que o colegiado entrou, no começo de 2015, numa cruzada conservadora justamente para atingir esse objetivo.

Levantamento feito pelo Valor mostra que, a rigor, o fato é inédito em toda a era Tombini. O documento diz que, se o Banco Central cortar os juros como prevê o mercado, a inflação de 2017 ficará acima do objetivo de 4,5%. Atualmente, o mercado financeiro espera o início do corte de juros em agosto e continuidade da distensão monetária nos meses seguintes, levando o juro básico para 13% ao fim de 2016 e a 11,25% ao término de 2017. Isso coloca um problema real para Ilan, ao assumir o comando do Copom, já que as escolhas que ele terá diante de si nunca ficaram tão transparentes.

Se Ilan ajustar a meta de inflação, alongando para 2018 o cumprimento da meta de 4,5%, estará reorientando a estratégia executada até agora e abandonando um objetivo que o BC de Tombini agora aponta como muito palpável. Mas a adoção de uma meta ajustada, que vem sendo defendida por vários economistas, até mesmo alguns com reputação conservadora, presumidamente permitiria cortar os juros mais cedo e abriria espaço para alguma recuperação do crescimento, em meio a uma severa recessão.

O ex-¬presidente do BC Arminio Fraga defende uma meta ajustada, com uma convergência mais longa aos 4,5% e objetivos menores que isso nos anos seguintes. A ata manteve intocado o compromisso do Copom de não reduzir os juros até a inflação corrente cair e as expectativas de inflação ficarem mais bem ancoradas. Essa mensagem, no entanto, é do BC comando por Tombini, já que Ilan não participou da reunião que manteve a Selic em 14,25%, na semana passada.

A partir de agora, ficará a cargo do novo presidente construir a comunicação de sua própria estratégia monetária. A próxima reunião do Copom será em 19 e 20 de julho. Ilan não disse textualmente que vai adotar uma meta ajustada, mas especialistas leem essa possibilidade nas entrelinhas do discurso do novo banqueiro central. Nos dois pronunciamentos oficiais feitos até agora, ele disse que seu único objetivo é cumprir o centro da meta, mas ainda não se comprometeu com um horizonte de convergência da inflação a 4,5%.

Já Tombini sempre repetia mirar a meta em 2017. No início da semana, Ilan afirmou que, quando a inflação sobe muito, o BC deve adotar uma trajetória de convergência ao centro da meta que seja ao mesmo tempo desafiadora e "crível". Nesse caso, crível seria uma possível senha para um horizonte mais longo que 2017 para cumprir a meta de 4,5%. De forma reservada, integrantes da equipe de Tombini dizem que não houve "pílula de veneno" na ata do Copom que projeta inflação no centro da meta de 4,5% ao fim de 2017 se os juros ficarem estáveis.

As projeções de inflação, sustentam, foram feitas antes da reunião do Copom da semana passada, e conhecida por seus integrantes apenas no segundo dia do encontro. Pelas práticas do comitê, os membros da diretoria não interferem nas projeções do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depep). Desde a reunião do Copom de abril, a inflação já estava basicamente na meta. A mensagem fundamental transmitida pelos modelos de projeção do BC desde então é que, mantendo os juros, a inflação convergiria para o centro da meta.

Se cortasse como previsto pelo mercado, a meta não seria cumprida em 2017. O fato de o BC de Tombini perseguir a ferro e fogo 4,5% em 2017, defende a fonte, não quer dizer que fosse impossível cortar os juros mais para o fim do ano, ainda que seja difícil precisar quando. Mas isso dependeria de o cenário inflacionário melhorar, seja pelos índices de preços divulgados ou pela melhora das expectativas de inflação. Havia uma aposta em pelo menos alguns integrantes da equipe de Tombini de que, mantendo o compromisso com a meta em 4,5%, as expectativas de inflação ficaram mais bem ancoradas.

As expectativas de mercado, por seu turno, são um componente importante nas projeções do próprio BC. Assim, o compromisso com a meta de 4,5% em 2017 poderá levar a um cenário em que, mais adiante neste ano, as projeções do Copom indicassem o cumprimento do centro da meta em 2017 mesmo com baixa de juro. Levantamento nas 43 atas do Copom no período em que Tombini comandou o BC, desde janeiro de 2011, mostra que nunca a projeção de inflação para o ano corrente ou ano seguinte, considerando qualquer horizonte, atingiu a meta de 4,5%.

A última vez que apontou a meta ou abaixo dela foi em julho de 2009. A ata também mostra que o BC incorporou aos seus modelos de projeção as metas de déficit primário de 2,8% do PIB para 2016 e de 0,9% para 2017. Também mantém o aviso de que "o balanço do setor público encontra-¬se em zona expansionista". Mas o documento pondera que as incertezas fiscais deixaram de pesar negativamente nas expectativas de inflação. Para o Copom, uma trajetória de redução do endividamento público é "crucial" para a retomada da confiança e ancoragem das expectativas.

 

Recuperação tende a ser errática e crise política é risco à retomada da confiança

Depois de dois anos de recessão, alguns indicadores aqui e ali começam a sugerir que a atividade econômica está próxima de se estabilizar. Que não se espere, porém, uma retomada firme e linear. Por enquanto, altas na produção ou nas vendas num mês podem ser sucedidas por baixas no mês seguinte. Há também o risco de a crise política turvar a recuperação da confiança, um ponto fundamental para assegurar o fôlego à retomada.

Na comparação com o mês anterior, a produção industrial subiu 1,4% em março e 0,1% em abril. Em maio, contudo, o Índice de Gerentes de Compras da Markit para o setor manufatureiro registrou nova queda, recuando para 41,6 pontos, o mais baixo em sete anos. Números inferiores a 50 indicam contração da atividade. Não será surpresa se o IBGE mostrar retração da indústria no mês passado. Alguns sinais, porém, indicam que o fundo do poço está próximo, se é que já não chegou.

A pequena alta do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC¬Br) em abril, depois de 15 quedas seguidas, é um indício nessa direção. A melhora da confiança de empresários e consumidores nos últimos meses é um sinal alentador, decisivo para garantir a retomada. Um ponto importante, porém, é esses indicadores continuam em níveis historicamente baixos. Calculado pela CNI, a confiança da indústria subiu 4,4 pontos em junho, para 45,7 pontos, o mais alto desde novembro de 2014. A média histórica, contudo, é de 54,3 pontos.

A esperada queda dos juros também vai ajudar na retomada. A fraqueza da demanda e a tendência de queda da inflação, ainda que gradual, abrirão espaço para o BC cortar a Selic no segundo semestre, de acordo com grande parte dos analistas. Com mais confiança e juros em baixa, a retomada cíclica poderia se fortalecer, aproveitando a enorme ociosidade. A realidade, porém, é que a economia ainda enfrenta uma série de ventos contrários, como nota, em relatório, o diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos.

Elas incluem, segundo ele, condições financeiras apertadas, inflação elevada, deterioração significativa no mercado de trabalho, tarifas públicas e impostos mais altos, famílias endividadas, demanda externa fraca e confiança empresarial e do consumidor em níveis baixos, ainda que em recuperação. Outro fator que pode atrapalhar é a crise política. Fatos novos relacionados à operação Lava¬Jato são um risco para o governo do presidente interino, Michel Temer.

Na quarta-¬feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou detalhes da proposta que limita o crescimento dos gastos não financeiros da União, iniciativa crucial para a recuperação da credibilidade fiscal do país e que terá uma tramitação delicada no Congresso. No entanto, informações explosivas sobre a delação do ex-¬presidente da Transpetro Sérgio Machado, citando inclusive Temer, ganharam as manchetes. Um Temer enfraquecido pode ter grandes dificuldades para aprovar medidas fiscais no Congresso, o que tenderia a afetar o processo de retomada da confiança.

Para completar, ontem, foi a vez de o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pedir demissão. Foi o terceiro ministro a ser derrubado por denúncias relacionadas à Lava¬Jato. Mais um sinal claro de que o imbróglio político está muito longe de amainar, algo com potenciais efeitos negativos sobre a economia.

 

Indicadores do 2º tri oscilam, mas sugerem início da estabilização

A economia brasileira mostrou sinais contrários no início do segundo trimestre. Enquanto o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC¬Br) deu o primeiro indício de reação após 15 meses consecutivos de contração ¬ ao subir 0,03% em abril, após queda de 0,36% em março, feitos os ajustes sazonais ¬ outros indicadores seguem em trajetória ruim. Para economistas, os dados apontam uma maior alternância entre resultados positivos e negativos, reforçando o cenário de que a atividade caminha rumo à estabilização, ainda que em patamar muito baixo.

Do lado negativo, o Monitor do PIB, outra aproximação mensal para o comportamento das Contas Nacionais, encolheu 1,1% no período. Calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o monitor mostrou queda idêntica à observada no indicador oficial do IBGE no primeiro trimestre, de 0,3% ante os três meses anteriores. No trimestre móvel encerrado em abril, a retração aumentou para 0,86%, de acordo com o índice da FGV.

Olhando para maio, a confiança de empresários e consumidores melhorou, mas os pedidos da indústria e dos serviços diminuíram. O índice dos gerentes de compras (PMI) dos dois setores caiu entre abril e o mês passado, para 41,6 pontos e 37,3 pontos, respectivamente. Leituras abaixo de 50 pontos no indicador apurado pela Markit significam redução no nível de atividade.

Os primeiros indicadores antecedentes divulgados para o mês passado apontam que a atividade voltou a recuar no período, projeção ainda preliminar, diz André Muller, economista da AZ Quest. Mesmo que essa perspectiva seja confirmada, pondera ele, o dado negativo não anula a percepção de que a economia já encontrou seu ponto mínimo, reforçada pelo IBC¬Br. "Os indicadores estão contando a história de que a economia vem se estabilizando ao longo do segundo trimestre, se alternando ao redor de zero", disse, movimento que ocorreu antes do previsto.

Para Muller, o que explica a antecipação da estabilização, esperada anteriormente para o segundo semestre, é a mudança no cenário político, que teve impacto positivo nos índices de confiança. "O horizonte ainda é bastante incerto, mas ao menos a direção do que o governo pretende fazer está dada. Se vai conseguir ou não, é outra história, mas há um norte", afirma o economista.

Em seus cálculos, o PIB vai encolher 0,5% de abril a junho frente aos três meses anteriores. A variação do IBC¬Br ficou abaixo do esperado, destacam os economistas Jankiel Santos e Flávio Serrano, do banco Haitong. Mesmo assim, não há razão para alterar o cenário de que a trajetória negativa da economia brasileira está perdendo força, assim como a avaliação de que o "fundo do poço" está mais próximo do que nunca. "Existem alguns sinais de que o segundo trimestre de 2016 vai se tornar o vale desse período recessivo no Brasil", argumentam Santos e Serrano, citando os indicadores de confiança, que pararam de cair.

Esse raciocínio, de acordo com a equipe econômica do Haitong, vale também para o PIB trimestral, ainda que os dados da autoridade monetária e do IBGE não sejam totalmente coincidentes. Não é possível descartar outro resultado negativo de abril a junho no PIB, ponderam Santos e Serrano, mas é difícil que ocorra uma queda acentuada no período.

Mais pessimista, Luiz Castelli, da GO Associados, estima que a economia terá redução de 1% no segundo trimestre. Em sua avaliação, a ligeira alta do IBC¬Br em abril é um primeiro indicativo de que, daqui para frente, as retrações mensais na atividade serão cada vez mais moderadas. "Houve um otimismo um pouco exagerado após a divulgação do PIB do primeiro trimestre, mas a situação não é tão confortável como parecia", comentou.

Segundo Castelli, o monitor do PIB da FGV evidencia que ainda falta muito para que a economia volte a crescer. A deterioração do mercado de trabalho, o elevado nível de endividamento das famílias e o ambiente político ainda bastante conturbado não permitem prever melhora rápida da atividade econômica nos próximos meses, disse. No momento, afirma o economista, a única contribuição positiva vem do setor externo, o que tem beneficiado mais a indústria.

A atividade industrial é o setor com melhor desempenho, observa Muller, da AZ Quest, em função do processo de ajuste de estoques nas fábricas ter ocorrido antes dos demais segmentos da atividade, e também da ajuda do câmbio mais depreciado. "Os serviços e o consumo das famílias devem seguir em trajetória pior, devido ao ajuste no mercado de trabalho, que continua ocorrendo". Também é difícil prever expansão do investimento em capital fixo ainda em 2016, acrescenta ele, tendo em vista a ociosidade elevada na economia.

 

FOLHA DE SÃO PAULO

Banco Central vê inflação na meta em 2017 com juro mantido em 14,25%

O Banco Central reduziu suas projeções de inflação para 2017 e estima que o IPCA (índice de preços ao consumidor) chegará ao centro da meta de 4,5% no fim do próximo ano, na hipótese de manutenção da taxa de câmbio em R$ 3,60 e da taxa básica de juros em 14,25% ao ano.

Segundo o BC, se os juros caírem, como prevê o mercado financeiro, a inflação fica acima dos 4,5%. OIPCA está em 9,3% nos 12 meses encerrados em maio.

As projeções fazem parte da ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) da quarta-feira da semana passada, quando o BC manteve os juros em 14,25% ao ano.

Para 2016, as estimativas pioraram, mesmo no cenário que considera juros estáveis.

O BC não divulga suas projeções na ata. No final de junho, no entanto, serão apresentadas novas estimativas, no Relatório Trimestral de Inflação.

Essa foi a última ata de uma reunião do Copom sob o comando de Alexandre Tombini, que foi substituído no cargo por Ilan Goldfajn.

PLANOS DE SAÚDE

Na ata, o BC estima ainda que os preços administrados, com tarifas e combustíveis, vão subir 6,8% em 2016, mesmo valor projetado na reunião do Copom de abril.

A projeção considera reajuste médio de 19,7% nas tarifas de água e esgoto, de 13,6% nos planos de saúde e redução de 3,5% nos preços da energia elétrica.

No documento, o BC reafirma que reconhece avanços na política de combate à inflação, mas diz que o nível elevado em 12 meses e as expectativas distantes da meta "não oferecem espaço para flexibilização da política monetária".

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