Quinta-feira

VALOR ECONÔMICO

Copom mantém Selic a 6,5% e evita sinalizar próximos passos

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros inalterada em 6,5% ao ano e, em seu comunicado, não deu indicações mais claras sobre seus próximos passos. A decisão, que era amplamente esperada, foi unânime. No comunicado, o Copom afirmou que "os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação".

Foi a terceira vez seguida que o Copom manteve a Selic. Em maio, o comitê contrariou as expectativas dos analistas, que esperavam nova redução da taxa básica, e surpreendeu ao manter a Selic no atual patamar, em virtude dos efeitos inflacionários da alta do dólar. Naquela oportunidade, porém, o Copom chegou a indicar que manteria os juros em 6,5% ao ano nas reuniões seguintes.

Essa indicação explícita dos passos subsequentes, porém, foi eliminada na reunião seguinte, de junho. Segundo o colegiado, o cenário inflacionário ficou mais incerto devido à pressão inflacionária causada pela greve dos caminhoneiros e por novas rodadas de alta da cotação da moeda americana. "O Comitê considera que os efeitos dos choques recentes sobre a inflação estão se revelando temporários, mas é importante acompanhar ao longo do tempo o cenário básico e seus riscos e avaliar o possível impacto mais perene de choques sobre a inflação", diz o comunicado.

Os juros básicos, na visão do BC, estão no terreno estimulativo, com o objetivo de acelerar o crescimento da economia - que opera com alto grau de ociosidade - e de trazer a inflação para as metas anuais definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), após caírem abaixo do piso de 3% em 2017. Segundo as projeções do BC apresentadas no comunicado, a inflação, que ficou em 4,39% no período de 12 meses até junho, deverá desacelerar para 4,2% no fechamento de 2018 e 3,8% em 2019, abaixo das metas anuais, respectivamente de 4,5% e 4,25%.

Esse cenário assume como premissa as projeções feitas pelos analistas econômicos do mercado de manutenção dos juros em 6,5% ao ano até maio de 2019 e alta gradual a partir de então, a 8% ao ano, além da cotação do dólar em R$ 3,70. Num segundo cenário, que prevê os juros constantes em 6,5% ao ano e a taxa de câmbio na média de R$ 3,75 vigente nos últimos dias, o BC projeta inflação de 4,2% em 2018 e de 4,1% em 2019, basicamente na meta. No comunicado, o Copom dá alguns sinais de que a inflação está evoluindo conforme traçado no cenário básico. "A inflação do mês de junho refletiu os efeitos altistas significativos da paralisação no setor de transporte de cargas e de outros ajustes de preços relativos", diz o comunicado, provavelmente referindo-se à inflação de 1,26% registrada em junho pelo IPCA e também à alta do dólar, cuja cotação chegou a superar os R$ 3,90.

"Dados recentes corroboram a visão de que esses efeitos devem ser temporários." Apesar da leitura um pouco mais tranquilizadora, o Copom continua a apontar riscos tantos positivos quanto negativos que podem fazer a inflação ficar tanto maior do que o projetado quanto menor. Do lado positivo, citou que "a possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação passada e o nível de ociosidade ainda elevado podem produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado".

Do lado negativo, citou dois riscos. Primeiro, que "uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária".

Segundo, que "esse risco se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes". Sobre a atividade econômica, destacou que os indicadores recentes refletem os efeitos da paralisação no setor de transporte de cargas, mas há evidências de recuperação subsequente. Segundo o Copom, o cenário externo apresentou certa acomodação, "mas segue mais desafiador".

Para o chefe do Centro de Estudos Monetários do FGV/IBRE e ex-diretor do BC, José Julio Senna, o BC poderia ter sido mais contundente na avaliação sobre o impacto do cenário internacional para as perspectivas de política monetária. "O BC trocou pouca coisa na referência sobre o ambiente externo, mas poderia ter reconhecido a grande ajuda que o cenário internacional deu" para a melhora do quadro geral.

O teor do comunicado do Copom reforça entre economistas a visão de que a Selic permanecerá inalterada pelos próximos meses. De acordo com Senna, a tendência é de a taxa básica continuar estável em 6,5% "até o fim do ano, que é até onde a vista da gente alcança". Para o economista, "depois disso ninguém sabe quem vai ganhar as eleições e o que o novo governo vai fazer". "Entraremos num período de calmaria, à espera da eleição. Não cabe ao BC fazer nada mais neste momento", diz o economista-chefe do Safra e exsecretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall.

Para ele, o destaque do texto foi a inclusão do tema ociosidade no balanço de riscos, o que faz sentido considerando o mercado de trabalho ainda fraco. Outra informação importante foi a confirmação pelo BC de que o choque da greve dos caminhoneiros foi passageiro. Para Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, o BC não está com o dedo no gatilho para subir juros, mas está atento ao cenário econômico e político.

Para ela, o desenvolvimento do processo eleitoral pode afetar a condução da política monetária já nos próximos meses. Por ora, o BC parece enxergar um balanço de riscos "simétrico", o que aponta para manutenção do juro, afirma o economista-chefe do UBS Brasil, Tony Volpon. "O BC indica que, se nada acontecer, a inflação deve convergir para a meta no longo prazo e, portanto, não é preciso fazer muita coisa", explica.

 

BC deve esperar mais tempo para indicar rumo da política

O Banco Central reconhece, em seu comunicado, que os dados econômicos apoiam a sua tese de que a alta do dólar e a greve dos caminhoneiros terão efeitos apenas temporários na inflação, mas ressalta que quer ver mais dados para se certificar disso. No geral, o ambiente inflacionário é menos incerto, mas não o suficiente para o Copom voltar a indicar com mais clareza quais serão os seus passos futuros de política monetária.

Dessa forma, embora tudo indique que a tendência é manter os juros em 6,5% ao ano na próxima reunião e nas seguintes, ainda assim o colegiado toma certa precaução de manter uma porta bem aberta para subir os juros, caso as coisas não evoluam tão bem como o esperado.

Apenas na ata da reunião de ontem, a ser divulgada na terça, será possível saber algo mais sobre porque o Copom quer deixar bem ao seu alcance a alternativa de subir os juros, mesmo com amplas evidências de que a inflação está tendo forte queda, depois de um pico de 1,26% registrado em junho. No comunicado divulgado logo após a reunião, que manteve os juros básicos em 6,5% ao ano como amplamente esperado pelo mercado, o Copom diz apenas que será preciso "acompanhar ao longo do tempo o cenário básico e seus riscos e avaliar o possível impacto mais perene de choques sobre a inflação".

O BC pode estar querendo mais tempo porque a alta do dólar ainda não teve tempo de se transmitir de forma mais plena para a inflação. Embora esse choque comece a chegar na inflação no trimestre imediato, ele tem seus efeitos máximos com dois ou três trimestres de defasagem, segundo mostram os modelos de projeção divulgados pelo BC nos seus relatórios de inflação.

A postura cautelosa do BC pode se justificar, também, pelo fato de que o processo eleitoral segue em aberto e, dependendo de sua evolução, o risco país e a cotação do dólar poderão subir nos próximos meses. "O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes", diz uma frase nova do comunicado do Copom, que antes alertava de forma mais genérica sobre o risco de uma crise de confiança ligada ao ambiente político.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, tem afirmado que a instituição pretende adotar "modestamente" a prática de BCs de países avançados, que indicam os passos seguintes de política monetária. Isso significa sinalizar pelo menos o passo mais imediato, enquanto países como a Suécia publicam a trajetória esperada para os juros para longos períodos.

Mas, em coletiva para a divulgação do relatório de inflação, Ilan lembrou que os membros do Copom concordaram por unanimidade que o ambiente de incerteza atual recomendava se abster de fazer sinalizações. É natural que, com um nível de incerteza tão grande, embora aparentemente menor do que em junho, o BC se abstenha de fazer indicações mais firmes sobre seus passos seguintes pelo menos até passada as eleições.

 

'Importância da eleição para o rating só ficará clara depois'

Faltando basicamente dois meses para as eleições presidenciais, a Fitch reafirmou ontem a nota de crédito do Brasil em "BB-", com perspectiva estável. Isso indica que o novo governo, seja qual for, terá alguns meses para anunciar e começar a implementar seu plano econômico antes que a agência volte a avaliar o rating soberano brasileiro.

Em entrevista ao Valor, o diretor-gerente e chefe global do grupo de ratings soberanos e supranacionais da Fitch, James McCormack, comenta que a trajetória da dívida pública brasileira é "insustentável por definição" e que, dada a corrida eleitoral fragmentada e imprevisível, não se pode descartar totalmente a vitória de um governo com políticas menos amigáveis ao mercado.

McCormack, que estará em São Paulo na próxima semana, explicou que a agência não vai alterar o rating do Brasil com base apenas nas políticas anunciadas pelo novo presidente, ou seja, vai esperar algum tempo para ver como será a implementação dessas medidas. Ainda assim, ressaltou a falta de empenho da classe política com as reformas estruturais necessárias para colocar as contas públicas em ordem e melhorar as projeções de crescimento. "Infelizmente, é o comprometimento político com as reformas que falta no Brasil, e isso é largamente responsável pela deterioração no desempenho fiscal e pelas projeções ruins para a dívida pública", diz.

Valor: Quando o sr. esteve no Brasil, um ano atrás, mencionou que nem mesmo a aprovação da reforma da Previdência seria suficiente para estabilizar as contas públicas. Desde então, o governo desistiu da reforma e medidas com impacto fiscal negativo foram aprovadas. Qual é a avaliação da Fitch sobre as finanças públicas brasileiras?

James McCormack: Nossa visão de curto prazo sobre as finanças públicas brasileiras é basicamente a mesma de um ano atrás, com a óbvia e importante exceção da reforma da Previdência, que foi descartada pelo governo Temer. Ela teria tido um impacto nas finanças públicas maior no médio prazo do que no curto, então nossas projeções de curto prazo não são afetadas por esse desdobramento específico. Quando ficou claro que a reforma da Previdência não aconteceria [em fevereiro deste ano], o rating do Brasil foi rebaixado para "BB-", com perspectiva estável. Isso coloca o país de volta ao mesmo nível de 2004 a 2006, e quatro graus abaixo do pico de "BBB" entre 2011 e 2015. Os países que atualmente têm o mesmo rating do Brasil são Barein, Bangladesh, Bolívia, República Dominicana, Geórgia e Ilhas Seychelles. A maior fragilidade para o rating do Brasil é a situação das finanças públicas. Com o revés da reforma da Previdência, temos menos confiança na trajetória de médio prazo para a situação fiscal, e as eleições deste ano significam que haverá um atraso para os elaboradores de políticas voltarem a esse assunto. Enquanto isso, a dívida do governo continua a crescer como proporção do PIB.

Valor: No ano passado o sr. mencionou que o Brasil estava indo na direção errada, basicamente porque a dinâmica da dívida pública continuava se deteriorando. Estamos mais perto do penhasco agora?

McCormack: Sim, a dívida pública ainda está caminhando na direção errada, mas não temos a visão de que existe um penhasco facilmente identificado, já que países diferentes podem vivenciar um estresse financeiro com a dívida em níveis diferentes, dependendo da estrutura da dívida, do desempenho da economia e de uma série de outros fatores. Uma coisa que pesa a favor do Brasil é que a maior parte da dívida pública é detida por credores domésticos e denominada em moeda local. Além disso, a economia voltou a crescer, mesmo que os números do segundo trimestre sejam afetados pela greve dos caminhoneiros, e os termos de comércio [preço das exportações em relação ao preço das importações] se recuperaram após a queda em 2015 e 2016. Dito isso, nenhum desses fatores mitigadores resolve os crescentes níveis de dívida pública. A recuperação da economia continua gradual e, embora fatores extraordinários [como a devolução dos empréstimos do BNDES ao Tesouro, de quase 2% do PIB em 2018] possam suavizar o ritmo de escalada da dívida, a trajetória subjacente continua desafiadora. A atual trajetória das finanças públicas brasileiras é insustentável por definição, já que a dívida está crescendo mais rápido do que as receitas. Obviamente isso precisa ser resolvido, mas não podemos dizer com certeza que um nível específico de dívida se mostre um ponto de inflexão, ou um penhasco, como você diz.

Valor: Nos últimos meses a normalização da política monetária nos EUA e, mais recentemente, as tensões comerciais com a China e a Europa levaram a picos de volatilidade nos emergentes. Como o ambiente global afeta o Brasil?

McCormack: Não existe um mercado emergente que esteja imune aos desdobramentos nos EUA e na China, ou aos custos globais de financiamento, embora alguns sejam menos vulneráveis do que outros. Nesse contexto, o Brasil está entre os menos vulneráveis, por várias razões. A economia continental brasileira é relativamente menos aberta ao comércio externo. Nas nossas contas, o comércio externo é cerca de 13% do PIB do Brasil, um dos menores níveis da América Latina e o menor de todos os países com rating na categoria "BB". Isso diminui o impacto de uma eventual interrupção no crescimento global em função de disputas comerciais. O Brasil também tem um déficit em conta corrente pequeno, que é inteiramente financiado pelo investimento estrangeiro direto, então as necessidades de financiamento externo do país são modestas. Isso reduz o impacto de aumentos nos juros globais. Além disso, o nível das reservas internacionais é sólido. Entretanto, mesmo levando em conta a posição externa relativamente favorável do Brasil, incertezas políticas e econômicas podem torná-lo vulnerável a uma aversão global ao risco e um aperto nas condições de financiamento externo, especialmente no contexto de altos déficits fiscais e da elevada e crescente dívida pública.

Valor: Qual a importância das eleições presidenciais de outubro para o rating do Brasil? Quando o cenário de médio a longo prazo deve se tornar mais claro?

McCormack: A importância da eleição para o rating só ficará clara depois, quando o novo presidente tomar posse e revelar sua agenda para as finanças públicas e o crescimento. Se houver um plano crível para controlar o aumento na relação dívida/PIB, e houver algum sucesso na implementação dele, isso pode ser positivo para o rating, mas deve levar tempo. Se for um plano que leve as finanças públicas na direção oposta, como por exemplo se o novo governo desistir da reforma da Previdência e outras iniciativas de ajustes de despesas, ou eliminar o teto de gastos, a estabilização da dívida deve se tornar muito mais difícil de alcançar.

Valor: Em fevereiro, quando a Fitch rebaixou o Brasil, disse que não previa um governo mais intervencionista como resultado das eleições. Ainda pensam assim?

McCormack: As pesquisas continuam a mostrar que a corrida eleitoral segue fragmentada e não está claro quais serão os dois candidatos que avançarão para o provável segundo turno. Acreditamos que há considerável incerteza sobre a abrangência e qualidade dos ajustes de política econômica após as eleições. Dada a natureza imprevisível da disputa, não podemos descartar totalmente um resultado menos amigável ao mercado.

Valor: Que tipo de políticas o novo governo pode adotar que seriam positivas para o rating do Brasil?

McCormack: Dado que o nível e trajetória da dívida pública foram os principais fatores para o rebaixamento do Brasil, mudanças na trajetória da dívida também seriam essenciais para qualquer mudança positiva no rating. Como agência de rating, não podemos dar conselhos sobre políticas econômicas, mas nosso foco estará nos seguinte temas: se acreditamos que a estrutura de políticas econômicas introduzida para melhorar as finanças públicas é crível e será eficaz, e na demonstração de uma espécie de histórico positivo em termos de implementação. A implementação será essencial, já que não anteciparemos mudanças no rating baseados somente em anúncios de políticas econômicas.

Valor: A eliminação do teto de gastos seria negativa?

McCormack: Como eu disse acima, uma reversão do teto de gastos não seria um desdobramento positivo. Mesmo assim, é óbvio que nós teríamos de avaliar esse desdobramento - se ocorrer - no contexto de outras políticas econômicas adotadas na ocasião. Por exemplo, algum tipo de reforma para compensar a eliminação do teto não pode ser completamente descartada, então não podemos ter certeza, previamente, se a reversão do teto seria negativa.

Valor: Como a Fitch vê o comprometimento das lideranças políticas brasileiras com reformas estruturais e disciplina fiscal?

McCormack: Em termos de uma ampla agenda de reformas estruturais, o atual governo tem sido capaz de aprovar algumas medidas, incluindo a reforma trabalhista e a mudança da TJLP [definida pelo governo] para a TLP [mais baseada nos mercados], o que deve ajudar a melhorar a transmissão da política monetária e a alocação de recursos ao longo do tempo. O governo também está trabalhando em outras reformas microeconômicas. Entretanto, o impacto de tais reformas é incerto e pode levar tempo para se materializar. Nas finanças públicas, o governo aprovou o teto de gastos e tem diminuído as despesas discricionárias, embora essas iniciativas não tenham sido suficientes para reduzir fortemente o déficit fiscal. Infelizmente, é o comprometimento político com as reformas que falta no Brasil, e isso é largamente responsável pela deterioração no desempenho fiscal e pelas projeções ruins para a dívida pública. Adotar políticas fiscais mais restritivas é politicamente difícil em muitos países, mas naqueles nos quais as dinâmicas políticas são complicadas por governos de coalizão e/ou vários níveis de governo responsáveis pela posição fiscal geral, isso pode ser ainda mais difícil.

Valor: Como o Brasil se compara com outros países de rating na categoria "BB"?

McCormack: O Brasil se destaca por ter uma posição externa mais forte e finanças públicas mais fracas. O recente desempenho da atividade econômica também é mais fraco que a média dos outros países. Na verdade, o Brasil é o único país na categoria "BB" no qual a variação do PIB per capita está negativa na comparação com cinco anos atrás. A Fitch usa os indicadores de governança do Banco Mundial como parte da análise para questões estruturais, e o Brasil se destaca por ter avaliações de 'estabilidade política' e 'controle de corrupção' muito fracas.

 

Após breve recuperação, anúncio de investimentos perde fôlego

O anúncio de projetos de investimentos no Brasil voltou a ganhar força a partir de outubro do ano passado, quando superou a marca de 100 por mês, mantendo-se num nível elevado até abril deste ano. Em maio e junho, porém, houve uma queda considerável, segundo dados compilados na imprensa pelo Bradesco.

O recuo recente ocorreu num quadro de aumento de incertezas na economia, relacionadas a fatores internos e também externos, segundo o economista do Bradesco Robson Pereira. De setembro de 2014 a setembro de 2017, a média de anúncios por mês foi de 55. Hoje, há dúvidas quanto ao ritmo de crescimento da economia, ao andamento das reformas, devido ao quadro eleitoral indefinido, ao cenário global e aos desdobramentos da greve dos caminhoneiros, como o tabelamento dos preços do frete, nota Pereira.

“É um conjunto de incertezas acompanhado de volatilidade”, afirma ele, lembrando do comportamento mais instável do câmbio. Nos últimos meses, o real oscilou com força, desvalorizando-se consideravelmente na comparação com as cotações do começo do ano. Num cenário de maior indefinição, as empresas tendem a ser mais cautelosas, podendo adiar o anúncio de novos investimentos. No primeiro semestre do ano passado, houve o anúncio de apenas 264 projetos de investimentos, uma média de apenas 44 por mês, na contabilidade do Bradesco.

Na segunda metade de 2017, o resultado mais do que dobrou, pulando para 583, uma alta de 120%, com aumento especialmente forte a partir de outubro. No primeiro semestre deste ano, o número subiu ainda mais, alcançando 689 anúncios, uma média de 115 por mês. A questão é que quase 76% deles vieram a público de janeiro a abril de 2018; em maio, houve 93 anúncios e, em junho, 74.

A greve dos caminhoneiros, que causou graves problema de abastecimento e atingiu a confiança de empresários e consumidores, começou em 21 de maio, com duração de 11 dias. A paralisação causou grandes estragos na atividade econômica, fazendo a produção industrial recuar em maio 10,9% em relação a abril, feito o ajuste sazonal, por exemplo. Além disso, o episódio teve um impacto muito negativo sobre a confiança de empresários e consumidores.

Pereira chama a atenção para o comportamento do Indicador de Incerteza da Economia (IIE) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em junho, o índice subiu 10,1 pontos, para 125,1 pontos, o nível mais elevado desde janeiro de 2017. Em julho, houve recuo para 116,8 pontos, mas o indicador continuou acima de 110 pontos pelo quinto mês seguido, na chamada região de “incerteza elevada”.

Segundo o economista Pedro Costa Ferreira, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, os pontos de resistência para uma maior queda da incerteza são as eleições presidenciais e o cenário externo. “Por aqui, apesar de a proximidade das eleições deixar mais claro quem são os candidatos, ainda há muita dúvida sobre o compromisso e a capacidade de o presidente eleito conduzir um ajuste fiscal que coloque o país nos trilhos”, escreve ele, ao comentar o resultado do indicador em julho.

“No front externo, é esperar um comportamento mais previsível do presidente [Donald] Trump e o fim da guerra comercial, que poderá provocar enormes estragos na economia mundial.” Nesse ambiente incerto, é natural que as empresas fiquem mais precavidas. Na média de abril a junho, houve anúncio de investimentos em 51,3% dos 50 segmentos da atividade econômica acompanhados pelo Bradesco, abaixo da média histórica, de 57,8%. Nos três meses até dezembro de 2017, esse índice de difusão havia atingido 62%. No segundo trimestre de 2017, esse número foi de apenas 32,7%.

Pesquisa da Associação Brasileira das Indústrias dos Materiais de Construção (Abramat) feita em julho com os associados mostrou uma queda na intenção de investimento nos próximos 12 meses. Apenas 48% dos membros da entidade planejam investir nesse horizonte, o menor nível desde março de 2017. O economista do Bradesco observa que muito do que se vê em termos de novos projetos se refere à modernização ou ampliação da capacidade existente, muito mais do que a aposta na construção de novas unidades. “A questão é que ociosidade na economia está muito elevada”, afirma Pereira.

Ao comentar o aumento dos investimentos anunciados a partir do segundo semestre do ano passado em relação à primeira metade de 2017, Pereira diz que o avanço acompanhou “a recuperação bastante moderada da economia”. Isso contribui para explicar a divulgação de mais projetos do que na primeira metade de 2017, embora as crescentes incertezas pareçam ter provocado a queda de novos anúncios em maio e julho. O economista nota ainda que a situação de penúria fiscal do setor público também pode afetar o anúncio de novos projetos. “Alguns investimentos privados são dependentes de investimentos públicos e também podem ter sido afetados”, afirma ele, lembrando ainda que há muitos Estados com problemas em suas finanças.

 

Ajuste fiscal depende de habilidade política do próximo presidente, diz analista

A habilidade política do próximo presidente para angariar apoio no Congresso é mais importante do que o comprometimento com o ajuste fiscal, afirmou nesta quarta-feira (1º) Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs.

Ele participou de evento ao lado de outros economistas e especialistas na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Nova York.

“Se você quiser ter uma visão cínica do que aconteceu nos últimos dois anos, com a decepção com a falta de medidas do lado fiscal, nós não podemos ficar muito otimistas com o futuro em relação a quem ganhar as eleições”, disse.

“Nós precisamos eleger um presidente que esteja comprometido em entregar o ajuste fiscal, mas, mais que isso, eleger um presidente que tenha condições de governabilidade suficientes para entregar o ajuste necessário.”

Ramos citou como exemplo o presidente Michel Temer, descrito como um político hábil.

“Essa não é uma declaração sobre comportamento ético, mas ele é um indivíduo com habilidades políticas significativas, que foi político experiente por mais de 20 anos, que foi capaz de estabelecer um diálogo com o Congresso”, afirmou.

Temer conseguiu ainda, na avaliação de Ramos, montar uma equipe econômica comprometida com o ajuste, em um cenário macroeconômico adverso, com desemprego e inflação em dois dígitos, sentimentos de empresários e consumidores em níveis baixos recordes.

Dois anos depois, porém, houve pouco alívio na situação fiscal do país, criticou. “Um presidente com habilidades políticas significativas, uma equipe econômica ótima e dedicada, uma base política de apoio, e o melhor momento para validar o ajuste, e nada aconteceu? Por que estamos presumindo que todas essas coisas vão acontecer após as eleições?”, questionou.

Para ele, sob o ponto de vista político, será pouco provável que o próximo presidente tenha habilidades políticas como a de Temer.

Isso coloca em risco a reforma da Previdência, principalmente pela falta de apoio popular às mudanças nas regras da aposentadoria. “Há muita discussão sobre a reforma da Previdência. Não é um instrumento de consolidação fiscal, mas é uma precondição para falar de consolidação fiscal e entregar estabilidade macroeconômica.”

Se o próximo governo fracassar em entregar a reforma, o ajuste do mercado virá sob a forma de uma reprecificação dos ativos do país, ressaltou Drausio Giacomelli, responsável por mercados emergentes do Deutsche Bank Securities.

“Eu não estou tão preocupado com as reformas, porque, para mim, é uma questão de preço. Se tiver um governo mais amigável ao mercado, os preços caem, o real vai para R$ 3,50. Se não tiver um governo amigável, subir para R$ 4 ou R$ 5”, afirmou.

É uma avaliação parecida com a de Claudia Ribeiro de Castro, diretora e analista sênior para mercados emergentes do Oppenheimer Funds. “Se não tivermos uma reforma da Previdência ambiciosa, vai aumentar o risco e os níveis das taxas de juros”, disse.

Mas ela acredita que a campanha do governo para defender as mudanças na Previdência tem surtido efeito, o que facilita que a classe política abrace o tema.

A mudança de foco, com um discurso de eliminar distorções no sistema previdenciário, vai favorecer a aprovação da reforma, concorda Christopher Garman, diretor para as Américas da consultoria Eurasia.

“No pós-eleições, acho que está mais fácil aprovar a reforma da Previdência. O governo achou o script para vender a reforma, o que é bom. Se vai ser uma reforma profunda ou mais rasa, vai depender do perfil do próximo presidente”, ressaltou.

Esse script passa pela defesa do fim dos privilégios no setor público. “É um discurso de que não é justo um servidor público se aposentar antes enquanto você tem que trabalhar mais. É preciso uma regra para todos”, afirmou.

 

O ESTADO DE SÃO PAULO

Governo decide destinar R$ 878 milhões para capitalizar Caixa

O governo bateu o martelo e vai destinar R$ 878 milhões para capitalizar a Caixa Econômica Federal, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A operação é necessária para que o banco público cumpra em 2019 normas internacionais que exigem mais capital próprio para fazer frente ao risco de perdas nas operações de crédito. A necessidade da Caixa é de R$ 2 bilhões, e novos aportes dependerão de espaço adicional no Orçamento, informou um integrante da equipe econômica.

O valor da capitalização foi definido hoje em reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO), formada pelos ministros da Casa Civil, da Fazenda e do Planejamento. A decisão do governo de capitalizar a Caixa foi antecipada pelo Estadão/Broadcast em julho. Como mostrou a reportagem na ocasião, o Banco Central já autorizou a transação, que deve ser feita em duas parcelas até o fim do ano.

O governo tinha um espaço de cerca de R$ 1,2 bilhão para destinar a despesas que ficam fora do teto de gastos - como é o caso de uma capitalização de empresa estatal. A Caixa recebeu prioridade, mas a Telebrás também foi contemplada com um aporte de R$ 300 milhões. Um projeto de lei precisará ser enviado ao Congresso Nacional para incluir a previsão dos recursos no Orçamento.

Há pelo menos três anos, o banco vinha pedindo ao Ministério da Fazenda um reforço no capital - o que sempre foi negado porque a equipe econômica cobrava um ajuste do banco que previa mudanças na sua política de gestão, inclusive com revisão da expansão do crédito.

Outros R$ 666,6 milhões ainda podem ser distribuídos a despesas dos ministérios, dentro do teto de gastos. Sobre esses valores, no entanto, não houve decisão. Segundo apurou a reportagem, a disputa está grande entre as pastas, principalmente em ano eleitoral, e a demanda supera o valor disponível.

Ficou acertado que haverá nova reunião da Junta de Execução Orçamentária nos próximos dias para definir o que é possível atender entre as necessidades dos ministérios.

O aporte de R$ 300 milhões na Telebrás aprovado nesta quarta-feira, 1º, pelo governo vai, na prática, beneficiar também a Infraero. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a área econômica já havia antecipado R$ 100 milhões à Telebrás ao repassar recursos que seriam destinados à estatal aeroportuária. Agora, o dinheiro será "devolvido".

É por isso que o projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional trará aportes de R$ 878 milhões para a Caixa, R$ 200 milhões para a Telebrás e R$ 100 milhões para a Infraero.

O efeito líquido, porém, é uma capitalização de R$ 300 milhões na empresa de telecomunicações. Para a estatal aeroportuária, não haverá incremento do aporte, apenas uma mudança no cronograma de chegada do dinheiro.

Na Telebrás, a maior parte dos recursos da capitalização deve ser direcionada para bancar as obras que integram o projeto do  Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC). O projeto foi orçado em R$ 2,78 bilhões, o que inclui a aquisição do satélite e as obras de infraestrutura necessárias para a operação.

Segundo apurou o Broadcast, o dinheiro aprovado na reunião dos ministros da Casa Civil, da Fazenda e do Planejamento deve ser usado principalmente para custear as despesas com as obras de estações terrestres e centros de controle do SGDC.

O orçamento de investimentos da Telebrás para 2018 era de R$ 800 milhões, mas sofreu contingenciamentos. Até agora, a companhia havia recebido apenas um aporte de R$ 150 milhões.

A capitalização é necessária porque os investimentos precisam ser bancados pelos acionistas ou pelo caixa da empresa - mas a Telebrás tem registrado sucessivos prejuízos.

 

O GLOBO

Pacote de medidas representa mudança radical para os bancos

As mudanças aprovadas pelo governo para incentivar a compra da casa própria pela classe média e ajudar na recuperação do setor da construção civil representam uma mudança radical no modelo de financiamento dos bancos para o setor.

Um dos pilares do financiamento imobiliário é o uso da Taxa Referencial (TR) para corrigir os contratos imobiliários com recursos dos depósitos da poupança. Agora, os bancos estão livres para usar outras referências, o que abre espaço até mesmo para o uso de índices de preços.

Para o crédito no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) - criado para estimular a compra da casa própria, especialmente de imóveis de menor valor —, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ressalta que os juros continuam limitados a 12% ao ano, com atualização pela TR. Apesar da possibilidade aberta pelas novas regras de os bancos aplicarem juros maiores no crédito imobiliário, especialistas avaliam que dificilmente as instituições ultrapassariam os 12% em qualquer modalidade de financiamento, dada a crise no setor.

O pacote de medidas mexe também em outro fundamento do setor: a parcela de recursos destinada ao SFH. As regras do CMN previam anteriormente que os bancos deveriam destinar R$ 65 de cada R$ 100 captados via poupança para o financiamento imobiliário. Deste total, R$ 52 deviam ser usados para crédito do SFH. Esta regra foi revista. A partir do ano que vem, estes R$ 52 não precisam mais ser direcionados ao SFH, mas ainda têm de ser usados para crédito imobiliário. Na prática, podem financiar imóveis mais caros.

Para Vinícius Costa, presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), essa mudança vai criar um benefício secundário para a construção civil:

- Os bancos vão poder destinar os recursos para outros segmentos, como letras imobiliárias. É uma forma de buscar recursos para a construção, fazendo com que o dinheiro gire para outras áreas.

Ricardo Rocha, professor de Finanças do Insper, avalia que, com a flexibilização, os bancos ficarão mais livres para usar recursos fora do SFH, o que poderia levar as incorporadoras a voltar a investir no segmento de maior renda.

As medidas incluem ainda estímulo para o financiamento de imóveis de até R$ 500 mil. Nestes casos, o banco ganha um desconto de 20% na regra que o obriga a destinar R$ 52 de cada R$ 100 captados via poupança ao financiamento imobiliário. Tomando esse valor como referência, ele poderia destinar apenas R$ 41,60, e usar o restante dos recursos para outros fins.

Do ponto de vista do consumidor, uma das principais mudanças é elevar o limite de financiamento com recursos do FGTS de R$ 950 mil para R$ 1,5 milhão.

- O valor do uso dos recursos do FGTS quase dobrou. Segue uma tendência de flexibilizar regras, pois o governo percebeu que, se engessar muito, a demanda cai - conclui Rocha.

 

Alta da Selic só deve acontecer em 2019, estima Santander

O Banco Central deverá manter a taxa Selic no atual patamar de 6,5% pelo menos até o quarto trimestre de 2019, avalia a economista do Banco Santander, Tatiana Pinheiro. Para ela, o comunicado do Banco Central divulgado após a decisão foi muito mais otimista que o de junho em relação às expectativas de inflação, ao cenário externo e ao balanço de riscos.

— A sinalização é que o BC vai manter a Selic no atual patamar até dezembro. O comunicado foi muito transparente e o BC se mostrou muito confortável. Na nossa avaliação, o ciclo de alta dos juros só vai começar no quarto trimestre de 2019 e a Selic chegar a 7,5% em dezembro daquele ano, chegando a 8,5% ao final de 2020 - diz Pinheiro.

No texto, diz Pinheiro, o BC avalia que o cenário externo já se acomodou e que o apetite de risco com países emergentes como o Brasil se mantém estável. Em relação ao comportamento da inflação, após o impacto provocado pela greve dos caminhoneiros, a alta de preços já foi absorvida. Houve aceleração do preço de alguns produtos em junho, mas eles voltaram em julho. Por exemplo, os preços dos produtos in natura nos supermercados e feiras livres, que subiu no mês seguinte à paralisação, mas já recrudesceu.

— Não se viu uma alta de preços de alimentos em bares e restaurantes, o que mostra que o choque de oferta não foi relevante a ponto de alterar a recomendação de política monetária - disse a economista do Santander.

Nem mesmo uma nova pressão cambial terá efeito sobre os preços numa economia que está se recuperando gradualmente e crescendo abaixo de seu potencial, avalia Pinheiro.

Embora, a estimativa de inflação para 2018 e 2019 seja um pouco mais elevada, ela deverá ficar abaixo das metas estabelecidas (4,5% este ano e 4,25% no próximo), observou o BC no comunicado. Em relação à atividade econômica, afirmou Tatiana Pinheiro, o BC ressaltou que alguns indicadores já estão mais positivos. Mas o Santander estima que apenas em 2019 a economia estará crescendo no seu potencial, o que fará o BC tirar os juros da atual posição de incentivo à atividade econômica.

Para Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos, a decisão do BC veio dentro do esperado, assim como o comunicado divulgado. Para ele, o BC sinalizou que deve manter os juros no atual patamar na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para setembro.

- Até pela proximidade das eleições, acredito que o BC não vai alterar a taxa de juros na próxima reunião, salvo qualquer evento relevante. O cenário externo, por exemplo, está mais previsível do ponto de vista de política monetária nos Estados Unidos, o que trouxe volatilidade aos mercados emergentes - disse.

Já para a reunião de outubro, Indech acredita que ainda é cedo para fazer qualquer previsão.

- Vai depender do presidente eleito, de suas propostas. É cedo para fazer estimativas - disse Indech.

 

EXAME

Fitch reafirma rating do Brasil em BB-, com perspectiva estável

A Fitch reafirmou nesta quarta-feira o rating soberano do Brasil em BB-, com perspectiva estável. De acordo com a agência, a nota do País é contida por fraquezas estruturais nas finanças públicas e pelo alto endividamento, por perspectivas de crescimento “fracas”, por um panorama político “desafiador” e por questões relacionadas à questão da corrupção. Por outro lado, o rating é apoiado pela diversidade econômica e por instituições civis consolidadas, com renda per capita mais alta que a mediana dos países do rating igual.

“A capacidade do país de absorver choques externos é apoiada por seu câmbio flexível, desequilíbrios externos pequenos, posição de reservas internacional robusta, uma posição externa líquida como credor externo soberano e por mercados domésticos desenvolvidos de dívida do governo, além de uma parcela pequena da dívida em moeda estrangeira no total da dívida do governo”, afirma a Fitch.

Na opinião da agência, o Brasil passa por uma recuperação “moderada” em 2018, com previsão de crescimento de 1,5%. A greve nos caminhoneiros, as condições de financiamento externo mais apertadas e as “contínuas” incertezas políticas relacionadas ao ciclo eleitoral contêm a retomada, aponta a Fitch. Entre 2019 e 2020, ela prevê que o crescimento do país fique em média em 2,5%.

 

 

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