Quinta-feira

Setor imobiliário estima manter expansão em 2021

O forte aquecimento do mercado imobiliário tende a se manter, em 2021, conforme levantamento da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) realizado com presidentes e diretores de 38 das maiores empresas do setor entre 23 e 30 de setembro. A pesquisa apontou que 97% dos empresários pretendem lançar projetos, nos próximos 12 meses, e 92% comprará terrenos, principal matéria-prima para a produção imobiliária, no período. “Temos tudo para que o crescimento seja sustentável”, afirma o presidente da Abrainc, Luiz Antonio França.

Entre os fatores que vão possibilitar a expansão, França cita o número recorde de 973 alvarás, nos 12 meses encerrados em setembro, para construção de novos empreendimentos verticais, em São Paulo. “Os dados vêm demonstrando vendas e lançamentos crescentes”, diz. Do total de entrevistados, 87% informou aumento de vendas no terceiro trimestre. Entre os que atuam no programa habitacional Casa Verde e Amarela, o incremento foi de 82% e, nas empresas com foco no segmento de médio e alto padrão, a expansão foi de 90%. Em relação às expectativas de comercialização, nos próximos três meses, 68% do total avalia que haverá alta e, nos próximos 12 meses, 87% acreditam em crescimento.

Para 63% dos entrevistados haverá aumentos de preços superiores a 5% nos próximos 12 meses. No prazo de cinco anos, as altas vão superar 10%, na avaliação de 84% dos empresários. “O valor dos imóveis está estável mesmo com os aumentos de preços dos insumos. Tecnicamente, este é o momento para a compra”, afirma o presidente da Abrainc. Nos últimos meses, 87% dos entrevistados registraram mais procura por imóveis. No segmento de baixa renda, 82% dos participantes tiveram essa percepção, enquanto no de médio e alto padrão, 90% informaram aumento.

O setor de incorporação tem se beneficiado muito da queda de juros. À medida que taxas menores possibilitaram reduzir o valor das parcelas, o poder de compra dos clientes aumentou. Ao mesmo tempo, muitos consumidores finais e investidores têm direcionado para aquisição de imóveis recursos que até então estavam na renda fixa.

Neste momento de mais valorização de onde se mora, como consequência de parte das pessoas estar trabalhando de casa, a busca de imóveis maiores e que atendam a novas necessidades dos moradores, como a de espaço para trabalho e para aulas à distância, também tem contribuído para o aquecimento do setor.

No entendimento de França, como o setor está “estruturalmente bem”, o maior risco atual são as consequências da pandemia de covid-19 na macroeconomia. “Quando houver a vacina, o setor de construção será o grande indutor da retomada da economia”, afirma o representante setorial.

 

Discussão sobre regras para o saneamento divide equipes de Guedes e Marinho

O decreto que vai definir exigências de investimentos para empresas que já prestam serviços de saneamento ou desejam operar no setor, depois da aprovação do marco legal, abriu um novo racha entre as equipes dos ministérios da Economia, comandado por Paulo Guedes, e do Desenvolvimento Regional, de Rogério Marinho.

As regras que estão em discussão interna no governo foram consideradas benevolentes demais às estatais que já atuam no setor por integrantes da área econômica e também pelo setor privado que deseja ingressar no fornecimento de água, coleta de lixo e tratamento de esgoto.

Os números insatisfatórios de cobertura de água e esgoto no País são atribuídos, entre outros pontos, à incapacidade de grande parte das estatais desembolsarem altos volumes de recursos. O decreto foi previsto na lei para criar uma espécie de linha de corte entre negócios saudáveis ou não. Só poderão manter seus contratos ou fechar novos as empresas que tiverem bons indicadores e provarem ter meios de injetar os investimentos necessários para atingir as metas de universalização previstas no marco legal.

Metas para água e esgoto. De acordo com a lei aprovada, até 2033, 99% da população brasileira deve ter acesso à água potável e 90% ao tratamento e à coleta de esgoto, além de melhorias nos serviços já prestados.

Os contratos em vigor que não possuírem essas metas terão até 31 de março de 2022 para viabilizar a inclusão. Pesquisa do IBGE publicada em julho apontou que quatro em cada dez municípios brasileiros ainda não tinham rede de coleta de esgoto em 2017.

A previsão no novo marco legal do saneamento era de que o decreto fosse publicado em até 90 dias da sanção da lei, prazo que acabou na semana passada. Questionado, o Ministério da Economia disse já ter se manifestado sobre a edição do decreto, e pontuou ser necessária a manifestação do ministério setorial, o MDR. A pasta comandada por Marinho justificou o atraso na publicação do decreto pela “complexidade” do tema.

Já a Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo ministro Jorge Oliveira, respondeu que não há risco jurídico pelo fato de o decreto ainda não ter sido publicado. “A proposta ainda está sendo construída entre as pastas ministeriais competentes para posterior submissão à análise da Presidência da República”, disse.

Segundo fontes da equipe econômica, integrantes da pasta participaram apenas de um primeiro momento da elaboração do documento e logo depois foram colocados de lado. Marinho, que por ordem do presidente Jair Bolsonaro tenta se cacifar como o interlocutor do governo no Nordeste, é criticado no episódio como alguém que busca agradar governadores da região.

Interesses

No Desenvolvimento Regional, por sua vez, auxiliares pontuam, em condição de anonimato, que Marinho é um dos articuladores para que o Congresso mantenha o veto à possibilidade de renovação por mais 30 anos dos contratos das estatais de saneamento - um movimento que vai contra o interesse dos governadores. Os políticos do Nordeste formaram o bloco de maior resistência à nova lei do saneamento quando o tema era discutido no Congresso, já que o marco legal versa sobre a concorrência no setor e ameaça a concentração de mercado que existe entre as empresas públicas estaduais de saneamento.

Entre os critérios em discussão no MDR que foram vistos como muito benevolentes está a linha de corte dos indicadores que possibilitaria que 75% das estatais sejam consideradas aptas a continuar prestando serviços no setor. Além disso, os parâmetros de comprovação da capacidade de investimento – uma espécie de segunda fase da avaliação - foram avaliados como vagos, sem exigências concretas que garantam que a empresa vá conseguir desembolsar o montante prometido.

Questionado pela reportagem, o Desenvolvimento Regional afirmou que o documento está em construção. “Cabe esclarecer que o Ministério do Desenvolvimento Regional não apresentou qualquer proposta para o decreto em questão”, afirmou. Na resposta, a pasta ainda mencionou “claro intuito de gerar desgaste ao governo e tumultuar o processo normativo” de quem atribui “qualquer proposta ao MDR”.

“Quem atribui qualquer proposta ao Ministério do Desenvolvimento Regional está mentindo deliberadamente com o claro intuito de gerar desgaste ao governo e tumultuar o processo normativo deste importante tema, provocando insegurança jurídica e afetando investimentos de interesse de toda a sociedade”, disse.

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