Terça-feira

VALOR

Economistas apontam receio com inflação ao BC

Economistas ouvidos pelo Banco Central ontem expressaram preocupação com os rumos da inflação. O tema foi o mais comentado durante o encontro trimestral organizado pela autoridade monetária. A maioria dos presentes concordou que a pressão inflacionária recente é temporária e que a retomada da atividade deve se dar de forma gradual. No entanto, alguns participantes disseram ver uma recuperação mais forte no próximo ano e uma alta mais persistente da inflação.

Grande parte dos economistas também mostrou algum receio de que as pressões inflacionárias recentes persistam por mais tempo como consequência de um retorno mais forte da atividade ou mesmo de gargalos na oferta, enquanto os preços no atacado se mantêm em níveis bastante expressivos. Por outro lado, houve quem tenha apontado para a possibilidade de a normalização da oferta deixar a inflação mais tranquila mesmo diante de uma retomada mais intensa.

De acordo com um dos participantes do encontro, diversos integrantes da reunião veem menos gordura em relação à meta de inflação de 2021, de 3,75%. Nesse cenário, para eles, o Banco Central poderia começar a normalizar a política monetária ao longo do próximo ano.

Embora as discussões sobre a inflação tenham mostrado algumas visões diferentes entre os participantes, houve um consenso de que a situação fiscal exige preocupação, em especial a possibilidade de não aprovação de propostas de emenda constitucional (PEC) que garantiriam alguma sustentabilidade da dívida pública.

“Existe o receio de que, em meio ao impasse atual, possa se fazer algo mais custoso no fim das contas”, afirmou outro participante. A reunião também foi palco de uma discussão sobre cenários fiscais caso o governo não crie um programa de renda básica e nem mesmo aprove a PEC dos gatilhos.

Para alguns dos presentes, esse cenário pode ser positivo, mas o alívio seria temporário, tendo em vista que o teto de gastos não se sustentaria sem gatilhos e reformas estruturais. Já em relação ao cenário externo, a avaliação foi positiva, especialmente com as notícias relacionadas a vacinas.

No entanto, alguns participantes relataram que isso pode ser um problema se o ambiente internacional der espaço para uma maior complacência doméstica em relação ao andamento da agenda de reformas.

 

FOLHA

Retomada econômica deve ter investimento privado, diz presidente do BC

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a retomada da economia após a pandemia do novo coronavírus deve ser feita com mais investimento privado e menos dinheiro público para ser sustentável.

Ele participou nesta segunda-feira (16) de evento virtual promovido pela organização Chatham House e pelo Development Bank of Latin America.

"Com credibilidade poderemos atrair mais dinheiro privado e tornar o crescimento mais sustentável", avaliou.

Questionado sobre a possibilidade de abismo fiscal –recessão causada por redução de gastos públicos e aumento de impostos–, ele afirmou que uma das soluções seria atrair investimento privado e voltou a defender o teto de gastos.

"É preciso ter credibilidade. Gastamos mais do que qualquer outro país [na pandemia] e o teto permitiu isso com uma penalização menor. Quando começamos a flertar com a ideia de derrubar o teto, vimos efeito negativo imediato no mercado", afirmou.

O teto de gastos limita o aumento das despesas do ano seguinte à inflação do ano anterior. Em razão da pandemia, o governo foi autorizado a extrapolar esse limite.

Sobre o projeto de autonomia do BC, que foi aprovada no Senado no início deste mês, ele afirmou que considera um passo importante. "Especialmente neste momento, é importante poder passar a mensagem de que o Banco Central é independente e que pode atuar de olho no longo prazo", pontuou.

A proposta ainda precisa ser apensada a outro texto, que tramita na Câmara, para ser votada na Casa e depois sancionada pelo presidente da República.

"Às vezes é preciso sacrificar o curto prazo para ter maior equilíbrio no longo prazo", ponderou.

Ele defendeu ainda que os avanços tecnológicos no sistema financeiro fomentará a competição no setor. “A inovação é a maior ferramenta de inclusão financeira e pode democratizar o acesso a produtos bancários”, disse.

 

ESTADÃO

'Microcrédito não é auxílio, é para quem pode pagar de volta', diz Pedro Guimarães

A Caixa Econômica Federal quer estar presente desde a Nasdaq, bolsa de tecnologia nos Estados Unidos, à palma da mão de catadores de lixo reciclável no Brasil. E é por meio do seu “novo” banco digital que a instituição quer chegar a esses extremos. Após aprovações internas, o objetivo é, conforme o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, encaminhar ainda este mês o pedido de bênção ao Banco Central para tocar a abertura de capital do negócio, que poderá ser feita na bolsa americana.

Enquanto isso, a instituição segue estruturando o futuro de seu banco digital. Um dos impulsos virá de uma linha de microcrédito, um dos planos do governo Bolsonaro para atenuar os impactos do fim do auxílio emergencial. A Caixa pretende colocar à disposição ao menos R$ 10 bilhões para 10 milhões de microempreendedores. Eles terão acesso a empréstimos com valor de R$ 1 mil, três a cinco anos de prazo de pagamento e juros potencialmente abaixo dos praticados no mercado.

“O microcrédito não é auxílio. O auxílio é transferência. O microcrédito é um crédito, para aqueles que têm condição de pagar a Caixa de volta”, afirmou Guimarães, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast. Veja trechos:

Como está a operacionalização do programa de microcrédito, em estudo pelo governo, para atenuar o fim do auxílio emergencial?

O microcrédito sempre foi uma chave dessa gestão. Foi o único ponto que não tínhamos conseguido implementar de fato porque não havia a parte digital – não há microcrédito de larga escala sem o digital. Com a pandemia, tivemos o desafio gigantesco de realizar os pagamentos do auxílio emergencial. Hoje, temos o banco digital com 105 milhões de clientes, dos quais 80 milhões são ativos. Vamos usar essa plataforma para o microcrédito.

Qual o orçamento?

Não temos limitação de capital nem de funding. Serão para quantas pessoas puderem pagar a Caixa de volta. O microcrédito não é auxílio. O auxílio é transferência, o microcrédito é um crédito. Aquelas pessoas que não têm condição de pagar crédito são pessoas de transferência de renda. O número de 10 milhões de clientes para o microcrédito já temos certeza. Pode ser mais, desde que caiba nos modelos de risco de crédito. Temos uma carteira (de crédito total) de R$ 750 bilhões. Se falarmos de R$ 10 bilhões para microcrédito com média de R$ 1 mil por cliente, dá 1,5% da nossa carteira. Não é nada.

Qual será o público-alvo?

Temos vários públicos: comércio, reciclagem, cooperativa, profissionais liberais. Eu estava no 82.º Caixa Mais Brasil, em Cuiabá, num lixão. Lá, tem uma comunidade com 35 membros e essas pessoas pegam o lixo e vendem para o reciclador. Todos têm CPF, receberam auxílio. São iniciativas como essa que vamos fazer. O banco digital que estamos operando, com microcrédito, conversa com banco com 25 mil pontos de venda e 250 mil pessoas trabalhando. A força da Caixa está em ter um banco digital com 105 milhões de contas e estar no Brasil inteiro.

Como estão os planos de criar o banco digital?

Já temos todo o trabalho. É uma discussão com o Banco Central (BC). Pode ser em seis meses. Não há restrição de aporte de capital. Não há nenhum banco digital no Brasil que vá pagar 35 milhões de pessoas todos os meses, dos benefícios sociais. Além disso, são pelo menos 10 milhões de pessoas no microcrédito. Alguns podem conversar (entre si). Na primeira faixa do Minha Casa Minha Vida, as pessoas também terão o banco digital. Só aí são mais 7 milhões de clientes. Temos o Caixa Tem, o aplicativo, que já foi provado, que está na 40.ª versão e já passou por todo sufoco, pagando 90 milhões de pessoas por mês no meio da pandemia.

Foram abertas 105 milhões de poupanças sociais pelo aplicativo da Caixa. Mas qual a garantia de que essas contas terão movimento após o fim do auxílio?

A gente teve mais Pix pelo banco digital do que sem ele. Já oferecemos microsseguros. O microcrédito será obrigatoriamente por meio do banco digital e ainda o Minha Casa, Minha Vida. Mesmo que eu perca todos os outros, ao menos 50 milhões de pessoas vão falar com a gente (por meio do banco digital).

Mas quando o banco digital estará pronto?

É como a Caixa Seguridade, existe, mas não abriu capital. O que falta é obtermos as autorizações necessárias para fazer o spin-off (separação) e abrir o capital do banco digital. Após a aprovação do conselho de administração, vamos enviar o pedido ao Banco Central. Será este mês ainda. Já estamos conversando com o Banco Central sobre o banco digital.

Como estão as demais aberturas de capitais dos negócios da Caixa?

Nosso foco total é na Caixa Seguridade e na conclusão dos acordos societários já assinados. Já temos equipes escolhidas, produtos e então vamos recebe o dinheiro pelos acordos. O plano é fazer a abertura de capital no ano que vem. Seria este ano, mas tivemos muita volatilidade. A gente discute, inclusive, a abertura de capital do banco digital, se for aprovada, fora do Brasil.

Faz sentido Nasdaq, reduto da tecnologia? Será no Brasil e no exterior?

Primeiro, temos ter o banco aprovado e também o IPO. Essa é uma iniciativa, dado o tamanho e relevância do banco digital, que a gente pode fazer (o IPO) no Brasil ou fora. Pode ser dupla listagem também porque, na verdade, as operações de seguridade, asset etc., são tradicionais, a digital é uma inovação total. Quem precifica melhor isso? Muito melhor lá fora do que aqui.

 

Mercado financeiro eleva previsão de inflação para 3,25% e vê tombo menor do PIB em 2020, de 4,66%

Os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação para 2020, pela décima quarta semana seguida, e também passaram a estimar uma queda menor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As projeções fazem parte do boletim de mercado conhecido como relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, 16, pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, a expectativa do mercado para este ano passou de 3,20% para 3,25%. Há um mês, estava em 2,65%.  

No decorrer do ano, com a pandemia do novo coronavírus e a recessão na economia brasileira, o mercado baixou a estimativa de inflação. Nos últimos meses, porém, com a alta do dólar e com a retomada da economia, os preços voltaram a subir.

Em setembro, a inflação oficial avançou 0,64%, a maior alta para o mês desde 2003. Em outubro, subiu para 0,86%, a maior desde 2002.

Apesar da alta, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e acima do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,17% para 3,22% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Retração da economia

Sobre o comportamento da economia brasileira em 2020, os economistas do mercado financeiro baixaram sua estimativa de tombo do PIB de 4,80% para 4,66%.  Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5%. Para 2021, o mercado manteve em 3,31% a estimativa de expansão do PIB.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.

Taxa básica de juros

Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano no fim de outubro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,75% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

 

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