Voltar para Notícias 10/06/2026 às 11:59

Mercado imobiliário de Natal registra alta nas vendas e valorização dos imóveis no primeiro trimestre de 2026

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O mercado imobiliário de Natal e Região Metropolitana iniciou 2026 em ritmo de crescimento, impulsionado pelo avanço das vendas de imóveis residenciais verticais, pelo aumento dos lançamentos e pela contínua valorização dos empreendimentos. É o que revela o Censo Imobiliário referente ao primeiro trimestre de 2026, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica e encomendado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN).
 

Entre janeiro e março deste ano, Natal registrou a comercialização de 349 unidades residenciais verticais, um crescimento de 47% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram vendidas 237 unidades. Na Região Metropolitana, as vendas somaram 186 unidades, uma retração de 20% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Apesar da queda na RM, o desempenho da capital foi suficiente para consolidar um cenário positivo para o setor.
 

No acumulado dos últimos 12 meses, Natal registrou crescimento de 54% nas vendas de imóveis residenciais verticais, confirmando a trajetória de expansão da demanda e o fortalecimento da confiança dos consumidores no mercado imobiliário local.
 

O volume de lançamentos também avançou de forma significativa. Foram lançadas 409 unidades residenciais verticais em Natal no primeiro trimestre de 2026, representando alta de 61% frente ao mesmo período de 2025. Na Região Metropolitana foram lançadas 83 unidades, número inferior ao registrado no ano anterior.
 

A maior parte dos lançamentos concentrou-se em Natal, responsável por 59,9% das novas unidades ofertadas no período. O bairro de Neópolis liderou entre as localidades com maior participação nos lançamentos, seguido pelos bairros de Passagem de Areia e Pirangi, ambos em Parnamirim.
 

Valorização segue como destaque
 

A valorização dos imóveis continua sendo uma das principais características do mercado imobiliário potiguar. O preço médio do metro quadrado privativo em Natal alcançou R$ 9.283 no primeiro trimestre de 2026, representando uma valorização de aproximadamente 13% em relação ao mesmo período do ano passado.
 

Os maiores valores médios por metro quadrado foram registrados nos bairros de Petrópolis, Areia Preta e Tirol, nesta ordem.
 

O levantamento aponta ainda que os imóveis de um dormitório permanecem como os mais valorizados da capital em termos de preço por área privativa, atingindo média de R$ 13.183 por metro quadrado. O comportamento reflete uma tendência observada em diversas capitais brasileiras, marcada pela crescente procura por unidades compactas, destinadas tanto à moradia quanto ao investimento.
 

Oferta equilibrada e demanda aquecida
 

Mesmo diante do crescimento das vendas, a oferta de imóveis em Natal segue em patamar considerado saudável. Ao final do primeiro trimestre de 2026, a capital contabilizava 1.295 unidades disponíveis para comercialização, número apenas 7% inferior ao observado um ano antes. Na Região Metropolitana, a oferta foi de 264 unidades.
 

A maior parte do estoque disponível está concentrada em empreendimentos econômicos e de padrão standard, que juntos representam mais de 70% da oferta total do mercado. Os imóveis de dois dormitórios seguem predominando, respondendo por aproximadamente 64% do estoque disponível em Natal.
 

Outro destaque do estudo é o desempenho dos empreendimentos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que continuam registrando os maiores índices de velocidade de vendas do mercado potiguar. No primeiro trimestre de 2026, o segmento alcançou Índice de Velocidade de Venda (IVV) de 24,2%, superando os imóveis de médio padrão (13,5%) e de luxo (10%).
 

Os resultados demonstram que a demanda por habitação popular permanece aquecida e reforçam a importância dos programas habitacionais e do crédito imobiliário para sustentar o crescimento do setor, ampliar o acesso à moradia e estimular novos lançamentos voltados às famílias de renda média e baixa.
 

Desafios para manter o crescimento
 

Apesar dos indicadores positivos, o setor segue atento a fatores que podem influenciar o desempenho ao longo dos próximos meses. Entre os principais desafios estão o aumento dos custos da construção civil, a disponibilidade de crédito imobiliário, o comportamento das taxas de juros e a necessidade de investimentos em infraestrutura urbana para acompanhar a expansão das cidades.
 

Para Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon-RN, os resultados do primeiro trimestre demonstram a força do mercado imobiliário potiguar, mas exigem atenção para garantir a sustentabilidade desse crescimento.
 

“O mercado iniciou 2026 com indicadores bastante positivos, refletindo a confiança dos investidores e dos consumidores. No entanto, é fundamental acompanhar fatores como custo da construção, acesso ao crédito e melhorias na infraestrutura urbana. Nosso desafio é transformar esse crescimento em um ciclo sustentável, capaz de ampliar o acesso à moradia, gerar empregos e fortalecer ainda mais a economia do Rio Grande do Norte”, afirma.
 

De acordo com Marcelo Toscano, diretor técnico do Sebrae-RN, o desempenho registrado confirma a relevância do setor para a economia estadual.
 

“O crescimento das vendas e dos lançamentos fortalece toda uma cadeia produtiva formada por construtoras, fornecedores, prestadores de serviços e pequenos negócios. Para o Sebrae, esse cenário representa uma oportunidade importante para ampliar a competitividade das empresas, estimular a inovação e gerar novos negócios em diversos segmentos ligados à construção civil”, destaca.

 Pesquisa Brain (imprensa).pdf