Sinduscon divulga pesquisa trimestral sobre vendas da construção civil

 
 
A Grande Natal tem um estoque de imóveis para apenas mais um ano, mantido o índice de vendas alcançado em março, de 8,02%, bem superior à média histórica, que tem ficado em torno de 5 por cento. A situação preocupa o Sindicato da Indústria da Construção Civil. “Continuamos vendendo, mas não tem ocorrido lançamentos, esse é o x da questão”, afirma o presidente do Sinduscon, Arnaldo Gaspar Júnior.
 
Os números do primeiro trimestre deste ano do setor, levantados pela Consult, foram divulgados nesta terça-feira pela manhã. Foram comercializados no período 549 unidades (164 em janeiro, 133 em fevereiro, e 252 em março), 118 a menos que no trimestre anterior (outubro, novembro e dezembro de 2015). O último trimestre tradicionalmente é um dos melhores do ano.
 
Embora as vendas tenham surpreendido, alcançando o patamar de 8,02%, graças ao resultado de março de 2016, o melhor dos últimos doze meses, o desemprego aumenta a cada mês, em decorrência do fim de obras que estavam em andamento e falta de lançamentos. De 2013 até agora já foram eliminados 4 mil postos de trabalho no segmento. Somente neste primeiro trimestre, de acordo com a pesquisa, 600 vagas foram fechadas.
 
O presidente do Sinduscon explica que as vendas tem se mantido nos últimos meses, sobretudo devido à política agressiva de promoções e descontos das grandes empresas de fora do estado. São companhias com ações na Bolsa de Valores, que apostaram no mercado local, mas que devido a crise estão liquidando seus estoques e deverão deixar o mercado potiguar.
 
Arnaldo Júnior considera, porém, que essas não são “vendas saudáveis” porque praticadas com preços abaixo da realidade do mercado. Essa política desencoraja os lançamentos e descapitaliza as empresas, que passam a contar com menos dinheiro em caixa para novos investimentos.
 
Ele reconhece, porém, que não é saudável para o mercado, mas bom para o consumidor. “O momento continua favorável para o comprador, mas observando a pesquisa isso deverá mudar”, alerta o empresário. Ele se refere à falta de lançamento, que deverá elevar os preços, obedecendo à lei da oferta e da procura.
 
Um outro aspecto que a pesquisa deixa claro é a preferência do consumidor pela aquisição de imóveis na fase de acabamento e prontos. Enquanto nas fases em que estão na planta chega a 7%, na fundação a 9,3% e na fundação a 7,2%, nas fases de acabamento sobem para 20,1% e 13,1% pronto. Arnaldo Júnior explica que essa situação revela a falta de confiança dos consumidores e acaba travando ainda mais o mercado.
 
Para o presidente do Sinduscon, enquanto persistirem as incertezas política e econômica, a economia brasileira não voltará a crescer. “No nosso caso, as incertezas para o empreendedor se traduzem em não fazer lançamentos”.

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